• A conversão é um processo! PDF Imprimir E-mail
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    Dom, 28 de Novembro de 2010 12:42

    É pela “estrada do mar”, a “Galiléia dos gentios”, uma terra de fronteira e de passagem, habitada por israelitas que não são de raça pura, desprezados pelos judeus de Jerusalém pela pouca instrução e “pouca fé”, que Jesus começa a sua missão. É aos excluídos e marginalisados que começa a mostrar a sua luz.

    E a sua pregação não é meiga nem consoladora, gritando contra as injustiças dos poderosos ou fazendo campanha à custa das misérias do povo. Propõe a conversão de todos e cada um. Ricos ou pobres, crentes ou indiferentes. “Metanoia” (conversão) em grego não significa “mudar um bocadinho”, mas fazer uma reviravolta interna que tem conseqüências em todos os campos da ação humana.

    Uma mudança por causa do Reino, porque não se pode ficar na mesma quando alguém se encontra com Jesus!


    Não se trata de “mudar” como uma moda, num mundo que se cansa facilmente das imagens quando ficam nas aparências. Nem de “mudar” para ganhar eleições ou apresentar estatísticas que não são reais porque não se mexeu no essencial. Nem ainda “mudar” como operação plástica, remendo que só adia o rasgão.

    A conversão é um trabalho que dói porque o hábito e a rotina acomodam e aprisionam. É um trabalho que exige humildade para arrependimento dos erros sem melindres, discernimento para avaliar sem preconceitos, e coragem para acreditar que é possível ser e fazer melhor. A dor que causa é princípio de cura, porque só a verdade liberta! E essa tarefa ninguém a pode fazer “em vez de nós”.

    No fundo, é tomar as rédeas da vida nas próprias mãos, libertando-nos da preguiça de julgar que são sempre “eles” (e cada um de nós tem uma série de “eles” que servem de desculpa para nada fazermos!) os únicos culpados do estado a que isto chegou! Pois é, Jesus não é nada meigo, porque compromete cada um na sua própria mudança. E sem essa conversão, a vida é só “meia-vida”, e o cristão é só um “cristão pela metade”.

    Escutar as palavras de S. Paulo aos Coríntios é espantarmo-nos com a sua atualidade. Tantos pretextos para divisões que só revelam ambições de poder e domínio sobre os outros! O anúncio do Evangelho é proposta de conversão. Querer mudar é já o princípio, mas é pouco ficar como uma “boa intenção”. “Caminhando se faz caminho”, dizia o poeta castelhano Antonio Machado, e é essa a escola de Jesus. O que é que posso começar a mudar?

    Por Diácono Francisco Gonçalves – Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
    Referências: Isaías 8, 23 – 9,3; Salmo 27; 1Cor 1, 10-13. 17; Mateus 4, 12-23
    Retirada do site:www.regiaosantana.org.br
    DOMINGO III COMUM – Ano A 2008

     

     

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