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    Ter, 13 de Abril de 2010 22:34

    O lamento espiritual genuíno pelo pecado é obra do Espírito de Deus. Arrependimento é uma flor preciosa para crescer no jardim da natureza. As pérolas crescem naturalmente nas ostras, mas a penitência nunca se mostra nos pecadores, a menos que a graça divina opere neles: “A tristeza segundo Deus produz arrependimento” (2Co 7.10).

    Se você tem uma partícula de verdadeiro ódio pelo pecado, foi Deus quem a compartilhou, pois os espinhos da natureza humana nunca produziriam um único figo. “O que é nascido da carne é carne”.

    O verdadeiro arrependimento tem uma referência distinta ao Salvador. Quando nos arrependemos do pecado, devemos ter um olho sobre o pecado e outro sobre a cruz, ou será melhor ainda se fixarmos ambos os olhos sobre Cristo e vermos somente nele nossas transgressões à luz do seu amor.

    A verdadeira tristeza pelo pecado é eminentemente prática. Nenhum homem pode dizer que odeia o pecado, se vive nele. O arrependimento faz-nos ver o mal do pecado não apenas como uma teoria, mas experimentalmente – como uma criança queimada tem medo do fogo. Seremos tão receosos dele, como um homem que recentemente foi abordado e roubado tem medo do ladrão na rua ou na estrada; evitaremos – em todas as coisas – não somente nas grandes coisas, mas também nas pequenas, como um homem evita tanto uma pequena víbora com as grandes serpentes. O lamento verdadeiro pelo pecado fará com que sejamos muito zelosos da nossa língua, para que ela não venha a dizer uma palavra errada; manteremos muita vigilância sobre as ações diárias, para que não tropecemos em qualquer coisa. Cada noite, encerraremos o dia com dolorosas confissões de nossas deficiências; e, cada manhã, despertaremos com orações ansiosas a fim de que durante o dia Deus nos fortaleça para que não pequemos contra Ele.

    O arrependimento sincero é contínuo. Os crentes arrependem-se até o dia da sua partida deste mundo. Este gotejamento não é intermitente. Uma ou outra tristeza cede com o tempo, mas a tristeza preciosa cresce com o nosso crescimento, e é com um doce amargor que agradecemos a Deus permitir-nos desfrutá-la e sofrê-la que entremos em nosso descanso eterno.

    Por C. H. Spurgeon
    (Extraído do Site Charles Raddon Spurgeon)

     

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